domingo, 22 de fevereiro de 2009


Porque ele precisa escarrar uma poesia
na pia da manhã
com hálito acre de ópio
com gôsto de mil noites em uma.

Água, suor, lágrimas
saliva, sêmen, prazer

Muito prazer.

Se é falso, pelo menos como eu queria que fosse verdadeiro.
Se não existe, passou a existir pela força do meu desejo.
Talvez minha fantasia estivesse carente de ilusões,
Criei o nosso amor para satisfazê-la...

Noites frias e escuras
Sem estrelas e sem lua
Ela oculta e confessa
As emoções que voce me desperta.

Dançam lembranças ao som da cítara
Reluz a queima do incenso
A lascívia ternura
Que não se exorcisa
A comunhão do amor
Que ainda não nasceu
A saudade prematura
de voce e eu.

Segue em frente
e deixa o rastro da saudade no ar
que ela exale o teu segredo
na minha pele
e que tu mostres o meu amor
no teu olhar

Um abraço
Carinho, entrega
Um abraço
Afeto mútuo
Clã
Imã
Tornando um
Mais de um corpo no espaço

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Quando eu tiver que dizer adeus pra este planeta, eu vou dizer:
Obrigada, Terra, por ter me feito semente e vida. Por ter me dado frutos.

Que Deus me dê serenidade para que os meus olhos abram as janelas e o meu olhar se debruce sereno para o horizonte.
A noite é uma criança
de olhos azuis
cintilando estrelas
que sorriem e murmuram
generosas
com vontade de se dar









As mil faces da natureza
forme e disforme
Revelações ocultas
a me confundir.
Procuro meu espectro
em cada cintilar
Procuro minha voz em cada farfalhar.
Te procuro
Te encontro em duas alianças
Feitas de folhas enrroscadas
De sempre-vivas decompostas

...........E este medo eu torno sutil
Portões e muros cobertos de heras
Vitrais coloridos de outras eras
Um castelo perdido no meio dos trilhos

.............Passeando por Santa Tereza
Voce me deixa na multidão dos dias
No vazio das noites
Voce me deixa livre como um beijo arremessado
Sem destino no ar
Que procura a face ou as mãos
Ou a boca
Fez da chama cálida o fogo ardente
Fez-me beber do cálice da paixão
Oh! Mestre,
e agora?

A seda do chambre que desliza
nas suaves colinas do meu corpo
acaricia
...mas não são tuas mãos
I
Procurando teus olhos atrás do espelho
Querendo alcançar uma estrela com as mãos
Tão frágil na gira da vida
Dançando no escuro e sem canção

Miríades do amor...
Serena loucura
C afiada do teu olharomo um rock romântico
Borbulhas efervecentes
De um revellion
Fogo de artifício
Fraterno frisson
Ópio e zoom.
A lâmina afiada do teu olhar
Não mais me desafia
A gente não se vinga mais...
Cândida histeria de cupido!
A melhor das brincadeiras
Ainda é o amor
Divina luxúria.
O éter da tua essência me embriaga
trôpega...lêvita... amortece a volição

Mais original só este amor

Nuances do nada
Oásis no deserto
Delírios de tantas viagens
Mal começadas e intermináveis
Onde te encontro
Às vezes dando deliciosas gargalhadas
Ás vezes suspirando alto
A fadiga do ócio
Ás vezes ordenando quietude e silêncio
Outras vezes querendo uma mensagem e movimento
E, às vezes, acho que é imaginação,
Me sussurras amor
O lirismo de solenes jardins
nas ruas
Sombras musgas
O que se oculta
e me revela
um pouco de tudo
muito do nada
Tamanho da fonteRodopiar na areia
Na selvageria sensual da natureza
Depois o abrigo na tenda cigana
E ela predestinou-me ainda mais uma vida
De sorte mundana
Bastarda da côrte vermelha
Por dar água e calor à um judas do deserto

..........E os cavalos de fogo abrem suas asas e partem