Porque ele precisa escarrar uma poesiana pia da manhã
com hálito acre de ópiocom gôsto de mil noites em uma.Água, suor, lágrimassaliva, sêmen, prazerMuito prazer.
Se é falso, pelo menos como eu queria que fosse verdadeiro.Se não existe, passou a existir pela força do meu desejo.Talvez minha fantasia estivesse carente de ilusões,Criei o nosso amor para satisfazê-la...
Noites frias e escurasSem estrelas e sem luaEla oculta e confessaAs emoções que voce me desperta.Dançam lembranças ao som da cítaraReluz a queima do incensoA lascívia ternuraQue não se exorcisaA comunhão do amorQue ainda não nasceuA saudade prematurade voce e eu.
Segue em frentee deixa o rastro da saudade no arque ela exale o teu segredona minha pelee que tu mostres o meu amorno teu olhar
Um abraçoCarinho, entregaUm abraçoAfeto mútuoClãImãTornando umMais de um corpo no espaço
Quando eu tiver que dizer adeus pra este planeta, eu vou dizer:Obrigada, Terra, por ter me feito semente e vida. Por ter me dado frutos.Que Deus me dê serenidade para que os meus olhos abram as janelas e o meu olhar se debruce sereno para o horizonte.
A noite é uma criançade olhos azuiscintilando estrelasque sorriem e murmuramgenerosascom vontade de se dar
As mil faces da naturezaforme e disformeRevelações ocultasa me confundir.Procuro meu espectroem cada cintilarProcuro minha voz em cada farfalhar.Te procuroTe encontro em duas aliançasFeitas de folhas enrroscadasDe sempre-vivas decompostas...........E este medo eu torno sutil
Portões e muros cobertos de herasVitrais coloridos de outras erasUm castelo perdido no meio dos trilhos.............Passeando por Santa Tereza
Voce me deixa na multidão dos diasNo vazio das noitesVoce me deixa livre como um beijo arremessadoSem destino no arQue procura a face ou as mãosOu a bocaFez da chama cálida o fogo ardenteFez-me beber do cálice da paixãoOh! Mestre, e agora?A seda do chambre que deslizanas suaves colinas do meu corpoacaricia...mas não são tuas mãos
I
Procurando teus olhos atrás do espelhoQuerendo alcançar uma estrela com as mãosTão frágil na gira da vidaDançando no escuro e sem canção
Miríades do amor...Serena loucuraC afiada do teu olharomo um rock românticoBorbulhas efervecentesDe um revellionFogo de artifícioFraterno frissonÓpio e zoom.A lâmina afiada do teu olharNão mais me desafiaA gente não se vinga mais...Cândida histeria de cupido!A melhor das brincadeirasAinda é o amorDivina luxúria.O éter da tua essência me embriagatrôpega...lêvita... amortece a volição
Mais original só este amorNuances do nadaOásis no desertoDelírios de tantas viagensMal começadas e intermináveisOnde te encontroÀs vezes dando deliciosas gargalhadasÁs vezes suspirando altoA fadiga do ócioÁs vezes ordenando quietude e silêncioOutras vezes querendo uma mensagem e movimentoE, às vezes, acho que é imaginação,Me sussurras amor
O lirismo de solenes jardinsnas ruasSombras musgasO que se ocultae me revelaum pouco de tudomuito do nada
Rodopiar na areiaNa selvageria sensual da naturezaDepois o abrigo na tenda ciganaE ela predestinou-me ainda mais uma vidaDe sorte mundanaBastarda da côrte vermelhaPor dar água e calor à um judas do deserto..........E os cavalos de fogo abrem suas asas e partem